Ciro Gomes mobiliza lideranças em prol de projeto estratégico de nação


Da Redação
01/05/2021

Encontro da CSB teve a participação de Márcio França, Luiz Henrique Mandetta e Alexandre Kalil

Ciro Gomes, pré-candidato a presidente da República pelo PDT, reforçou, nesta sexta-feira (30), o anseio de reunir as forças democráticas em torno de um “projeto estratégico de nação” que supere os retrocessos do governo Bolsonaro e coloque o Brasil no caminho do progresso econômico socialmente responsável.

Mediado pelo presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e do diretório do PDT na capital paulista, Antonio Neto, o debate virtual também contou o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil (PSD).

Na véspera do Dia do Trabalhador, pontos que compõem a pior crise econômica, social e fiscal da história brasileira foram priorizados, incluindo o índice recorde de desemprego, que atingiu 14,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro de 2021.

Ao propor um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), conforme explicado no último vídeo da série lançada pelo PDT nas redes sociais, Ciro reforça a urgente necessidade de estimular, organizar e multiplicar as classes produtivas.

Com atenção especial aos pequenos comerciantes, agricultores e empreendedores, o pedetista busca extirpar o colapso das últimas décadas, que foi potencializado pela atual gestão bolsonarista.

“Em linha com as melhores práticas internacionais, o Brasil deveria assumir um compromisso de R$ 500 a R$ 600 de socorro emergencial para as pessoas e estabelecer uma dinâmica acelerada, sem intermediação do setor bancário privado, para socorrer as empresas com crédito”, pontuou.

Em consonância, Ciro também inclui a realização da proteção imunológica coletiva – ou de “rebanho” – demandaria cerca de R$ 280 bilhões. Para viabilizá-la, aponta três medidas possíveis e prudentes para a União.

“Eu proponho que um terço seja a contribuição sobre grandes patrimônios, acima de R$ 22 milhões, que permitirá arrecadar entre R$ 70 e R$ 80 milhões de reais. Eu proponho que o Estado brasileiro emita R$ 120 bilhões, que é menos de 1% da dívida

, como dívida pré-fixada de longo prazo, 30 anos, e juro pré-fixado”, detalhou.

“E faça um pente fino nas renúncias fiscais, num país que está numa tragédia tão grande, que hoje é da ordem de R$ 300 bilhões. Se a gente tirar 20%, tem mais R$ 60 bilhões. Portanto, dá para fazer aquilo que eu estou propondo. E o crédito é simplesmente retornável, não precisa ser sacado do Tesouro”, acrescentou.