Weverton Rocha promete oposição às reformas trabalhista e da previdência

Ascom Lid./PDT com Ag. Câmara06/02/2017

Em entrevista à Agência Câmara, o Líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA),  reafirmou a posição  do partido em relação à reforma da Previdência: é contra a proposta enviada pelo governo à Câmara dos Deputados. “Nós somos contra mudar a aposentadoria do trabalhador rural. Somos contra igualar a idade da mulher e a do homem para a aposentadoria”, explicou o líder ao falar ainda sobre prioridades da legenda para 2017. Rocha disse ainda que o partido vai se posicionar contrariamente a tudo que retirar direitos da população, como a reforma trabalhista que, segundo ele, é um ajuste para beneficiar o empresariado.

Segundo o líder, em se tratando de matérias para retirar direitos e tratar de questões que não sejam pautas de interesse nacional, o PDT fará oposição, alertando o Brasil para qualquer tipo de fraude ou agressão que o povo brasileiro possa receber.

Weverton Rocha, 37 anos, é filiado ao PDT desde 1996 e está em seu segundo mandato. Fora da Câmara, foi secretário da Juventude no Maranhão entre 2007 e 2008 e secretário de Esporte e Juventude entre 2008 e 2009.

Quais as prioridades do PDT este ano na Câmara?

O PDT vai ter uma postura coerente como vínhamos tendo ao longo de todas as nossas legislaturas. No que for a favor do trabalhador e da educação, o PDT estará junto dando as mãos para enfrentar as dificuldades. No que for para retirar direitos e tratar de questões que não sejam pautas de interesse nacional, o PDT fará oposição, alertando o Brasil para qualquer tipo de fraude ou agressão que o povo brasileiro possa receber.

O partido está bastante consciente do momento que estamos vivendo, da crise que se está atravessando. Em 2017, vamos terminar de atravessar esse momento difícil e nos preparar para 2018. Em 2018, o povo brasileiro terá oportunidade de eleger um presidente que tenha legitimidade para enfrentar os temas difíceis que estão querendo tratar neste ano.

Qual o posicionamento do partido em relação à reforma da Previdência?

Todos sabem e têm a consciência de que é preciso discutir a Previdência. Daqui a 25 anos, a população idosa vai aumentar de forma significativa em relação à jovem. É como uma pirâmide de cabeça para baixo. É preciso fazer essa conta corretamente. Há abusos e erros. O PDT é contra a forma como está sendo discutida e colocada para o Congresso. Nós somos contra mudar a aposentadoria do trabalhador rural. Somos contra igualar a idade da mulher e a do homem para a aposentadoria, assim como a idade mínima que está aí proposta.

Este governo quer colocar um olhar fazendário para a Previdência, e a política previdenciária não é fazendária. É um grande erro. Quando foi instituída a Previdência Social, ela já diz que é social. Ela tem um olhar de seguridade, de garantia. Não pode ser vista como uma conta de mais e menos. Da forma que está, muitos trabalhadores não terão sequer a oportunidade de se aposentar um dia.

Neste momento, vamos nos encaminhar contrariamente à reforma da Previdência. É necessário que se tenha legitimidade para mexer em um tema tão importante, e este governo não tem. É necessário esperar o próximo um ano e meio e as próximas eleições. O próximo presidente eleito terá condições de tratar um tema tão delicado e importante.

Que outros projetos e reformas o seu partido elencaria como prioritários?

A reforma trabalhista, que não é uma reforma trabalhista, é um ajuste para o empresário. É preciso que o cidadão preste atenção. Quando as grandes mídias conservadoras dizem que essa proposta é boa, a gente tem que ficar preocupado. É preciso ter cautela quando dizem que é um avanço discutir o negociado sobre o legislado. Fazem comparações com países ditos desenvolvidos, mas em legislação trabalhista eles não são desenvolvidos como o Brasil hoje é. É preciso ter cuidado para não tirar direito do trabalhador e não deixar ele fragilizado numa mesa de negociação.

Outra questão é a reforma política. Ela deve ser discutida neste ano. É necessário discutir, aperfeiçoar. Precisamos cada vez mais aproximar o pleito eleitoral político do pleito social: ouvir as ruas, fazer com que as eleições tenham mais a cara das ruas, para que as pessoas se sintam representadas de verdade pelos seus eleitos.