Senado aprova reajuste de 7,7% para aposentados

    Os senadores aprovaram na noite desta quarta-feira (19/5) reajuste de 7,72% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo. A decisão representou uma derrota para o relator do projeto, deputado Cândido Vaccarezza (PT). O presidente em exercício do Senado, Marconi Perilo (PSDB-GO), informou que a matéria já foi enviada para a sanção do presidente Lula.

O relator da MP (medida provisória) 475/09 no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou relatório para que o projeto fosse votado assim como veio da Câmara. Jucá disse que tinha elaborado um parecer para retirar a exclusão do fator previdenciário, mas desistiu de suprimir a emenda para que o projeto não tivesse que retornar à Câmara. O senador adiantou, porém, que a emenda, que exclui o fator previdenciário, deveria ser vetada pelo presidente Lula.

A votação da medida enfrentou dificuldades desde que foi apresentada. Houve racha inclusive dentro da base do governo, que apresentou uma proposta de aumento de 6,14%, contra reajuste de 7% defendido por Vaccarezza. Agora, o projeto deve seguir para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprovar ou vetar a medida.

Mais cedo, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sinalizou que o governo poderia vetar o aumento dos aposentados, caso o Senado aprovasse um reajuste maior do que 7%.

– Tenho clareza de que o presidente Lula é um homem responsável e dará aos aposentados o que for compatível com a receita do país. Diferentemente disso, não seria correto da parte do presidente e ele não o faria.

Dilma ressaltou, porém, que Lula nunca deixou os trabalhadores “na mão” e que ele tem muita sensibilidade.

– Ele fará o possível para ter uma posição justa: de um lado, contemplando os aposentados e, do outro, como é responsável, olhando as receitas do país.

O reajuste votado se refere apenas aos aposentados e pensionistas que recebem mais que o piso. Para os que recebem o menor valor, o reajuste acompanha o aumento do salário mínimo, de 9,68% neste ano.