Senado afasta Dilma da presidência por 55 votos a 22

OM - Ascom PDT / midia

 

O Senado decidiu esta manhã em Brasília  (12/5),  por 55 votos a 22, afastar  Dilma Rousseff da presidência da República pelo prazo máximo de 180 dias, período em que o cargo será exercido pelo vice-presidente, Michel Temer, antes de um julgamento final da questão.  Dilma falará à Nação hoje às 10 horas e, às 16h, Michel Temer assume interinamente à presidência.

 Ao final do período de exame do mérito das provas reunidas contra a presidente,   a presidente Dilma será submetida  a novo julgamento no plenário do Senado que poderá afastá-la em definitivo do cargo pelo voto de dois terços dos senadores.

Hoje às  11 horas Dilma deverá deixar o Palácio do Planalto a pé em uma caminhada da Esplanada dos Ministérios até o Palácio Alvorada, a  cinco quilômetros de distância, onde se localiza a residência oficial da presidência da República – acompanhada de ministros e populares.

Dilma vai continuar morando no Palácio da  Alvorada como parte de suas prerrogativas de Chefe da Nação que serão mantidas, apesar do afastamento do exercício da presidência.  

Michel Temer e seus aliados assumem o governo às 16 horas, horário em que deverá também se dirigir ao Senado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para instalar a comissão que analisará, em definitivo, o mérito do afastamento de Dilma – preparando o parecer que será votado no Senado no máximo em  seis meses .

Haverá um novo julgamento  com base no mérito das provas e serão necessários dois terços dos votos dos senadores para que Dilma seja afastada  em definitivo da presidência da República para a qual foi eleita em outubro de 2014, em eleições diretas,  por mais de  54 milhões de brasileiros.

Para que o processo que resultou no afastamento da presidente fosse instaurado, eram necessários ao menos 41 votos (maioria simples) favoráveis.  

Depois de encerrado o debate, o relator da comissão do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) falou por 15 minutos, seguido pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, que falou pela defesa de Dilma.

Ao final de sua defesa  Cardozo destacou que que a História vai julgar a cada um dos senadores pela posição assumida na sessão de julgamento do impeachment da presidente Dilma.