PS português também vai lembrar a data

Em visita a Lisboa no final de fevereiro, Manoel Dias, Secretário Nacional do PDT e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), acertou com a direção do Partido Socialista Português que a celebração dos 30 anos da assinatura da Carta de Lisboa – marco fundamental para o PDT – será feita no Brasil e em Portugal.  
 
Manoel acertou em reunião com o atual Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates, e com o Secretário Geral do Partido Socialista Português, o deputado José Llelo, que também é Secretário de Relações Internacionais do PS, parte da programação prevista para julho próximo – dentro do marco dos 30 anos da Carta de Lisboa.
 
A Carta de Lisboa foi fundamental para a reorganização dos trabalhistas que estavam no exílio e os que viviam no Brasil, no final do período ditatorial. Manoel Dias, José Sócrates e José Llelo discutiram e assinaram também convênio entre os dois partidos para ações conjuntas das suas fundações de estudos políticos,
 
Em 1979 o Encontro de Lisboa – que reuniu trabalhistas que viviam no exílio e também os que viviam no Brasil – só foi possível devido ao apoio que Brizola recebeu do então presidente Mário Soares. Na oportunidade Brizola fez um discurso histórico, encerrando o evento, sobre o partido que ele imaginava ser o ideal.
 
Como desdobramento da reunião em Lisboa, o PTB começou a ser reorganizado no Brasil por iniciativa de Brizola. Mas por manobra do General Golbery do Couto e Silva, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em julgamento totalmente político, atendendo aos ditadores da época – retirou a sigla histórica do PTB das mãos de Brizola e a entregaram aos aventureiros políticos liderados pela então deputada Ivete Vargas.
 
O fato obrigou Brizola a fundar o PDT depois de publicamente rasgar um papel onde estava escrita a sigla PTB. Fato que Carlos Drummond de Andrade transformou em poema, publicado no “Jornal do Brasil”, na época.