PDT se posiciona no 14º Seminário LGTB na Câmara dos Deputados

Liderança do PDT na Câmara13/06/2017

No mês em que se comemora o Orgulho Mundial LGTB, a Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (13), o XIV Seminário LGTB com o tema “Transição Cidadã: Nossas Vidas Importam”. Amanda Anderson, presidente do PDT Diversidade, representou a legenda, juntamente com os deputados pedetistas Weverton Rocha (MA), André Figueiredo e Flávia Morais (GO).

Com a participação de outras lideranças de movimentos sociais LGBT, parlamentares, especialistas e autoridades, o seminário debateu formas de enfrentar os crimes contra a comunidade LGBT, assim como a criação de políticas públicas que visem a construção de um Brasil livre de preconceito, e que garanta a todos o direito à liberdade, à cidadania, de ser e de amar.

De acordo com pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, divulgada este ano, o Brasil é um país homofóbico. Os dados de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros – a população LGBTs –, são assustadores. Para se ter uma ideia, a cada 25 horas um LGTB é assassinado no país. A expectativa de vida deles é de 35 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos.

Em sua fala, Weverton Rocha, líder do PDT na Câmara, defendeu a mobilização política para reforçar a luta por direitos das pessoas LGBT. O deputado divide com o PDT Diversidade a autoria do projeto que cria a Lei Dandara, que inclui o preconceito e discriminação contra pessoas LGBT no rol dos crimes equivalente ao racismo, tornando-o passível de reclusão de 2 a 5 anos.

“Hoje o Brasil é o país com maior incidência de violência contra pessoas LGBT, com a média de um assassinato a cada 26 horas. A travesti Dandara foi torturada e assassinada enquanto o crime era filmado”, afirmou o líder.

O evento foi promovido em parceria por seis comissões da Casa: de Direitos Humanos e Minorias; de Legislação Participativa; de Educação; de Cultura, de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Para Amanda Anderson, o PDT Diversidade tem cumprido o seu papel na busca por direitos, assim como a bancada pedestista, que esteve presente no evento.

“Nossa intenção foi colocar a população para pensar que tipo de cidadania a população trans tem recebido. Sem inclusão laboral digna, sofrendo exclusão escolar e destinada às esquinas. Nós, pessoas trans brasileiras, não buscamos privilégios e sim ter nosso direito à cidadania garantido”, afirmou a pedetista.