PDT e Fundação reúnem movimentos e retomam Brizolândia, no Rio de Janeiro


FLB-AP/ Bruno Ribeiro e Fábio Pequeno
10/01/2018

Na expectativa de um ano vitorioso, o PDT e a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) retomaram a famosa Brizolândia, ação que transformou, desde 1982, a praça da Cinelândia, no Centro do Rio, em um efervescente caldeirão político. A definição ocorreu durante a segunda plenária com presidentes e lideranças dos movimentos sociais do partido, realizada na noite dessa segunda-feira (8), na sede do partido no Rio de Janeiro.

Nos discursos, a palavra que mais se ouviu entre os representantes foi “unidade”. Os presentes apresentaram suas propostas com foco na pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente da República e na mobilização da militância fluminense, historicamente ligada aos ideais trabalhistas.

O vice-presidente estadual da FLB-AP, Everton Gomes, explicou que a iniciativa ajudará no processo de construção e implementação das propostas, que gerará frutos já em outubro.

“Somos uma organização de esquerda. É necessário quebrar o clico de que os movimentos precisam esperar a determinação da direção partidária para criarem qualquer tipo de ação. Todos os representantes sabem as demandas dos seus representados. Estamos aqui para trocar experiências, deliberar e construir”, explicou, ao exaltar o trabalho do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.

“Acredito que, se criarmos uma dinâmica de apresentação das nossas ideias, podemos reconquistar, em pouco tempo, um espaço que sempre foi nosso, pois muitos ainda lembram da atenção e carinho que o nosso líder Brizola tinha conosco”, disse Marcelo Veras, presidente do Movimento Ambulante.

Para Ogã Jaçanã, presidente do PDT Axé, as organizações precisam fortalecer as estratégias para que as atividades também aconteçam em pontos de grandes circulações pela cidade e no estado, bem como o desenvolvimento de conteúdos para as redes sociais. “A criação de conteúdos através de vídeos é necessária para que as ideias do PDT cheguem aos jovens, que cada vez mais se contaminam com as mensagens de intolerância”, comentou.

“As associações de moradores e seus líderes sofrem uma espécie de perseguição pela maioria da sociedade, pois são confundidos com a extensão do poder paralelo. Ainda existe o estigma de que o partido político, em favela, só existe como uma forma eleitoreira. Temos que mudar essa visão e resgatar as ideias de Brizola e Darcy Ribeiro por lá”, disse Zezinho, líder comunitário pedetista.

De acordo com Luis Eduardo Negrogum, presidente do Movimento Negro, o diálogo mais constante facilitará o importante contato com as bancadas municipal e estadual do partido. Já Reinaldo Santos, dirigente do mesmo grupo, propôs que todos fizessem um exercício e olhassem para o passado. “A nossa diferença sempre foi o povo ao nosso lado. Brizola era do povão. Na nossa próxima reunião, vamos para a rua. Cada um leva o seu banquinho”, enfatizou Reinaldo Santos.

Agenda

As próximas atividades já estão marcadas: Brizolândia na próxima sexta-feira (12), às 18 horas, na Cinelândia, em frente às escadarias da Câmara Municipal do Rio. Já no domingo (21), véspera do aniversário de Brizola, ocorrerá no Parque Madureira, com horário a ser divulgado nos canais virtuais do partido.