PDT Diversidade integra frente por políticas públicas LGBT

Por Elizângela Isaque24/02/2016

A causa LGBT está no estatuto de vários partidos brasileiros. E em alguns, como o PDT, tais reivindicações constituem-se pontos cruciais dos Direitos Humanos, uma das principais bandeiras da legenda de Leonel Brizola. No entanto, vários parlamentares de diferentes agremiações têm contrariado as orientações de suas bancadas, votando leis que contrariam esses princípios.

Preocupados com essa realidade, líderes e presidentes de núcleos, coordenações e movimentos partidários de base se reuniram nessa terça-feira (23) e na quarta- feira (24), na sede nacional do PDT, em Brasília, para discutirem mecanismos para disseminar orientações aos parlamentares para, com isso, garantir os avanços em prol das políticas públicas LGBT.

O grupo, formado por representantes do PDT, PC do B, PSOL, PV, PSDB, PPS, PSB, PT, Rede constituem-se, a partir de hoje, a Frente Pluripartidária LGBT. “Essa união se faz importante porque todos os partidos estão votando contra as questões de gênero. Estamos defendendo a bandeira LGBT. Se nós, enquanto movimento de base, não nos unirmos continuaremos segregados”, afirma Amanda Anderson, presidente nacional do PDT Diversidade.

De acordo com ela, defender a causa LGBT pré-estabelecida nas diretrizes de bases partidárias é uma forma de defender os direitos de outros grupos, que fazem parte do que engloba a questão dos Direitos Humanos. “Visamos a não exclusão das questões de gênero das proposições que também suprimem direitos das mulheres, negros, portadores de necessidades especiais, dentre outros”, explica

O encontro resultou em uma carta pluripartidária, que engloba as principais bandeiras da causa LGBT. Uma espécie de orientador, cujo destino é ser entregue aos deputados das legendas que integram a Frente.

“Vamos distribuí-la para os nossos líderes da Câmara, junto com o manifesto do PDT Diversidade”, informa Amanda, para que completa: “Devemos resistir, o PDT tem uma luta histórica em prol dos Direitos Humanos e em defesa dos excluídos, não vamos nos resignar jamais”.