Paulo Ramos vai depor na CPI do Apagão Aéreo na quinta 13/9

    

O líder do PDT na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Deputado Paulo Ramos, ex-presidente da CPI que tentou investigar no Rio irregularidades na venda da Varig, presta depoimento na próxima quinta-feira (13/9) na CPI do Apagão Aéreo da Câmara Federal a partir das 9h30m. Segundo Ramos, a transferência de controle da Varig não passou de “grande maracutaia” orquestrada pelo governo federal e a Justiça, com o uso de “laranjas”.

 

Paulo Ramos espera que o relatório final da CPI que presidiu na Alerj, boicotada, tenha desdobramentos nas CPIs da Câmara Federal e do Senado sobre o apagáo aéreo, bem como nas investigações sobre a crise na aviação civil brasileira a cargo do Ministério Público Federal, da Receita, do Banco Central e da Polícia Federal. “Não é possível que caso de tamanha dimensão fique sepultado devido ao poder exercido pelos principais atores desse episódio”, argumentou.

 

Na foto, Brizola participa de uma manifestação dos Trabalhadores do Grupo Varig realizada em 2003 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro

O deputado fluminense explicou que conseguiu na CPI da Alerj aprovar a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal de Marco Antônio Audi, Marcos Raftel e Luiz Galo – os três desconhecidos que sem tradição no setor aéreo compraram a Varig – a maior empresa aérea da América Latina – entrando, cada um, com US$ 6 milhões.

 

Embora a CPI do Rio de Janeiro tenha aprovado a quebra do sigilo bancário dos três, por suspeitas de que atuaram no episódio como  laranjas, os investigados conseguiram no Tribunal de Justiça liminar para que não fossem investigados.

 

A venda da Varig é um negócio surpreendente, segundo Ramos porque o grupo liderado pelo chinês Lap Chan comprou a empresa por cerca de US$ 20 milhóes e, oito meses depois, a vendeu por algo em torno de US$ 320 milhões.  Na opinião de Ramos, a venda da Varig está na origem do apagão aéreo porque quando ela fechou, 60 aeronaves pararam de operar no país e foram devolvidas para o exterior, saturando as rotas das empresas concorrentes – TAM e Gol – com graves prejuízos para os passageiros.

 

Sem falar no fato de que a interrupção dos vôos internacionais da Varig estão ocasionando prejuízo anual para o pais de 1,5 bilhão de dólares por perda da receita gerada pela companhia aérea. Uma outra questão é que a Lei de Recuperação Judicial 11.101, que serviu de base para fechamento da empresa sem pagar os direitos de seus 10 mil empregados, está sendo questionada no STF pelo PDT, através de uma ADI. Outro prejuízo foi a intervenção no Fundo Aerus, dos trabalhadores.