Paulinho vai abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico

O deputado Paulo Pereira da Silva, do PDT de São Paulo, e presidente nacional da Força Sindical,  afirmou  na tarde  desta terça-feira, 6 de maio, no plenário da Câmara que  não está envolvido no escândalo de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES, e vai colocar à disposição da Procuradoria Geral da República – PGR- os seus sigilos  bancário, fiscal e telefônico com o objetivo de mostrar que não teme as investigações do órgão sobre a sua participação no suposto esquema. 

Paulinho, que se dirigiu em seguida ao Procurador Geral da República, Antônio Fernandes, para se colocar à disposição para que sua conduta, que disse ser “limpa, clara e transparente”, seja investigada.  Ele afirmou ter recebido apoio e solidariedade de todas as centrais sindicais, inclusive a CUT.

Ao término de seu pronunciamento, de cerca de cinco minutos, o líder da Bancada e presidente nacional do PDT, Vieira da Cunha,  pediu a palavra para louvara a atitude de Paulo Pereira da Silva, o qual, ao abrir seus sigilos, demonstra que “nada deve e nada teme”. Vieira disse que o partido esperava essa atitude do parlamentar para mostrar que não está envolvido nas acusações. “O deputado Paulinho vai colocar perante essa autoridade, à disposição, seus sigilos tanto bancário quanto telefônico e fiscal. Essa é a postura que nós esperávamos dele. É postura de quem não deve e não teme essas investigações”, afirmou.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que pediu à Corregedoria-Geral da Câmara uma análise do suposto envolvimento de deputados com o esquema de desvio de recursos do BNDES. Chinaglia disse que vai anexar ao pedido ao corregedor o ofício do deputado Paulinho, se colocando à disposição de qualquer esclarecimento, além da cópia do pronuncimento do parlamentar.  Segundo o presidente, o corregedor vai apresentar seu parecer em alguns dias e só então a Mesa Diretora vai resolver se envia o caso para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Chinaglia também explicou que o corregedor pode chamar os parlamentares envolvidos para prestar esclarecimentos. 

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