Lançamento de "El Caudillo" no Rio reúne pedetistas no Catete

O lançamento do livro “El Caudillo Leonel Brizola, um perfil biográfico”, do jornalista FC Leite Filho, na quinta-feira (7/8) no Rio de Janeiro, foi um acontecimento autenticamente brizolista com cerca de 300 pessoas presentes à noite de autógrafos realizada no andar térreo do Palácio do Catete, hoje Museu da República, lugar onde viveu e se matou – pelo Brasil – o presidente Getúlio Vargas.

Professores de CIEPs, integrantes de movimentos do PDT, estudantes, intelectuais, familiares do ex-presidente Vargas, de João Goulart e de Brizola, além do atual candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT, deputado Paulo Ramos; e mais candidatos a prefeito e vereador de outros municípios fluminenses – aproveitaram a ocasião para, em congraçamento, homenagear a memória de Brizola e suas grandes obras, especialmente as escolas de horário integral.

Estiveram na Livraria Quartet, anexa ao Museu da República, o ex-governador Nilo Batista e a antropóloga Vera Malaguti, grandes protagonistas da política de direitos humanos das duas administrações brizolistas no Rio de Janeiro; Denize e João Vicente Goulart, filhos do ex-presidente João Goulart; os constituintes Vivaldo Barbosa, José Maurício Linhares Barreto e Carlos Alberto de Oliveira, o Caó, autor da lei de proteção aos negros que leva o seu nome, a Lei Caó; o ex-deputado federal Clemir Ramos; a esposa do economista Cibillis da Rocha Viana, Leda Viana; os jornalistas José Augusto Ribeiro, autor da “Era Vargas” e Osvaldo Maneschy, autor do livro “Com a Palavra Leonel Brizola”; o engenheiro e economista Arnaldo Mourthé, autor de várias publicações, e a médica e Secretária Nacional do Movimento Negro do PDT, Edialeda Salgado do Nascimento,  João Leonel, Marília Pinheiro,  entre outros.

Também foram ao lançamento o sindicalista Fernando Bandeira, Secretário Nacional do Movimento Sindical; a advogada Mara Hofans, Consultora Jurídica do PDT, Ana Maria Rebes Guimarães, principal auxiliar de Carmen Cenyra na secretaria geral do partido; Maria José Latgé, presidente do Mapi ; e importantes lideranças do partido como Maria Helena Oliveira, do Movimento Sindical; Olga Telles, secretária do Diretório Municipal do Rio de Janeiro; Manoel Valim, da executiva estadual RJ, Eduardo Costa, ex-Secretário de Saúde de Brizola, Maria Amélia Reis, do Programa Especial de Educação e José do Vale, um dos coordenadores da campanha de Paulo Ramos.

Os convidados foram chegando a partir das 18 horas e formando pequenas e animadas rodas de pedetistas não só na varanda, como também no pátio e parte dos jardins do Catete. Trajano Ribeiro, Clóvis Brigagão, Sérgio Caldieri, Eduardo Bastiani, Jesus Nascimento, Mário Grabois, Rosita e Amaral, Maurília, Cleo Rocha, e dezenas de outros prestigiaram o evento. Estiveram presentes diversos ex-colaboradores de Brizola nos dois governos fluminenses do líder trabalhista.

Paulo Ramos, em campanha para a prefeitura, antes de se dirigir ao Catete, panfletou e fez corpo a corpo com os eleitores no Largo do Machado, bem próximo ao Palácio do Catete, encerrando a sua caminhada, junto com a militância, na livraria. Paulo circulou entre os presentes, conversou com todos, e muitos se emocionaram com o momento – como o ex-governador Nilo Batista.

O autor teve o prazer de encontrar Jaime Rodrigues, do Movimento Negro do PDT de Jacarepagúa, que lhe levou para autografar o livro “Brizola Tinha Razão”, editado em 1987 por José Carlos Venâncio, então diretor da Global e da CELA (Centro Editorial Latino-Americano). Embora esgotado, o livro está sendo vendido pelo Mercado Livre, ao preço de R$12,00 ou 10 prestações de R$ 1,25.

Comentário de Sebastião Nery no jornal Tribuna da Imprensa, edição do dia 09/08/08

“El caudillo”
Ainda não vi nem li. Mas tem boa, ótima origem. Leite Filho é um veterano jornalista cearense, há décadas em Brasília. Sério, estudioso, competente, conhece muito bem a alma da República. E dos homens.

O título do livro que escreveu e o PDT do Rio lançou esta semana no Museu da República, onde foi o Palácio do Catete, diz tudo: “El caudillo”. Uma biografia de Leonel Brizola, “caudilho” como “caudilho” foram seus mestres, da mesma linhagem, todos filhos e netos de Julio de Castilhos.

De 45, ajudando a fundar o PTB na Ala Moça do partido, e 47, já eleito para a Constituinte gaúcha, depois deputado federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, comandante da Cadeia da Legalidade e da resistência à tentativa de golpe de 61, deputado pela Guanabara, até a pregação das reformas sociais em 63, exilado pelo golpe de 64, a volta para o Rio, a derrota para a presidência da República pelo sistemático isolamento político, é toda a história da vida pública de Brizola.

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