G1: Lupi diz que se licenciou para acalmar “forças raivosas”

Veja entrevista ao Jornal Nacional

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi nesta sexta-feira (7) a Teresina, capital do Piauí, onde assinou convênios na ordem de R$ 9 milhões para capacitação e qualificação de mão-de-obra. Ele disse que não renunciou e apenas se licenciou da presidência nacional do PDT para “acalmar a ira de forças raivosas e de gente odiosa”.

Carlos Lupi afirmou ainda que não cometeu nenhuma irregularidade e desafiou alguém “a provar que haja alguma entidade ou Organização Não-Governamental (ONG), sob a bandeira do PDT, beneficiada pelo ministério”.

Ele considerou uma ilegalidade o pedido de incompatibilidade entre as funções de presidente do partido e ministro. “Na Europa, os ministros são todos presidentes de partido”, comparou.

“Vou cuidar do ministério continuando presidente do partido, mas licenciado. Não estou renunciando. Estou me licenciando e, a qualquer momento, eu posso voltar”, adiantou Lupi.

Explicando sobre a sua licença do partido, disse que consultou o ex-ministro Sepúlveda Pertence, da Comissão de Ética, e foi convencido a se licenciar para não criar constrangimento ao presidente Lula. “Nós vamos continuar com a mesma linha programática e com o mesmo trabalho no ministério”, disse.

Ele atribuiu ainda a pressão para a sua saída da presidência do PDT a “a algumas pessoas desafetas na história do trabalhismo, na nossa luta pela causa do trabalhador. Mas considero isso como um fato vencido”, comentou. “Eu tenho a consciência tranqüila de estar garantido pela Constituição Federal. Agora, o processo para mim se esgotou.”

O convênio assinado pelo ministro vai beneficiar qualificação de trabalhadores em 21 municípios do Piauí. Ele visitou o município de Pedro II, que é administrado pelo PDT. Lupi estava acompanhado do presidente do PDT do Piauí, deputado Flávio Nogueira, do deputado e secretário do Trabalho e Empreendedorismo, Hélio Isaías (PTB), do senador João Vicente Claudino (PTB) e dos deputados federais Marcelo Castro (PMDB) e Osmar Júnior (PCdoB).

    

Agência Estado