El Caudillo lançado (18/9) em Belo Horizonte

O lançamento do livro EL Caudillo-Leonel Brizola – Um perfil Biográfico, do jornalista FC Leite Filho, na noite desta quinta-feira(18) em Belo Horizonte contou a presença de vários membros da executiva nacional do PDT. O presidente nacional da legenda , deputado Vieira da Cunha, esteve na capital mineira para prestigiar o candidato pedetista à prefeitura de BH, Sérgio Miranda  e o lançamento do livro “El Caudillo, ocorrido na Livraria Leitura do BH Shopping.
 
Estiveram presentes no lançamento o jornalista e fundador do partido em Minas José Maria Rabelo, os ex-deputados Manoel Costa e Marcos Tito, a jovem Manuela Costa, da Juventude do PDT,  Hélio Rabelo e Semira Rabelo

Sobre o livro

Contendo 544 páginas e três galerias de fotos, a partir de farta documentação e de depoimentos de 50 testemunhos, o livro aborda o itinerário político de Leonel de Moura Brizola, desde sua militância na juventude.

Por mais de 50 anos, Leonel Brizola sacudiu a política brasileira com um feitio ousado e desafiador. Aos 37 anos, surpreende os Estados Unidos desapropriando uma de suas empresas, em Porto Alegre , e aos 39, enfrenta e vence o Exército, que vetara a posse do Vice-Presidente João Goulart. Tudo a partir de sua mensagem incandescente e uma noção de estratégia só comparável aos grandes generais da história. Foi também um político de grande votação e um gestor arguto que introduziu o moderno planejamento na administração pública brasileira, quando revolucionou a educação.

Por que ele não se elegeu Presidente, em 1989, quando já tinha dado a voltFCLeite Filho e Brizola, liderança do PDT na Câmara, em 2000a por cima da cassação e do exílio de 15 anos? É o que se propõe a relatar e avaliar aqui o repórter e analista político FC Leite Filho, que conheceu Brizola em Lisboa, dias antes da anistia, em 1979, quando com ele entabulou uma longa convivência que, nos últimos tempos, se tornou quase diária. É desta aproximação e da farta documentação que reuniu , que o autor tenta enfocar os altos e baixos do último dos grandes caudilhos sul-americanos.

Diz o prefácio do jornalista e ex-deputado Neiva Moreira, de 90 anos, secretário-geral da Frente Parlamentar Nacionalista (1964) e um dos braços-direitos de Brizola:
“Aqui se retrata a longa e acidentada ação política e social e os pequenos e grandes fatos da vida deste brasileiro, com quem convivi por mais de 40 anos, tanto nos momentos de glória como nos de opróbrio.”  O livro tem o formato de 16 X 23, com 544 páginas e custará R$ 59,00.

O autor

Francisco das Chagas Leite Filho, (Sobral – Ceará, 1947) reside em Brasília desde 1968. Começou no rádio, em sua cidade, aos 14 anos, e na capital, militou nos principais jornais – Correio Braziliense, Diário Popular, Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo, O Globo e Folha de S. Paulo. Em 1977-78, atuou como correspondente do Correio, em Londres. Conheceu Leonel Brizola  quando este ainda era exilado, em Lisboa, em 1979, como enviado especial do CB . A partir daí desenvolveu intensa amizade com o líder trabalhista, tornando-se membro do Diretório Nacional e assessor na Liderança do PDT, em 1989.

Laçamento em outras capitais

FCLeite Filho entre Marta Suplicy e os deputados Aldo Rebello e Paulo PereiraSP
A biografia de Leonel Brizola, do jornalista FCLeite Filho,  foi lançada em São Paulo, nest quinta-feira, dia 4 de setembro, na Livraria da Vila, que fica na Alameda Lorena, 1731, Jardins e contou com a presença de MArta Suplicy, do dep.Paulo Pereira da Silva, do secretário geral do partido, Manoel Dias, Isa Godoy, Elisângela, André Gaetta, José Carlos Venâncio, editor da Aquariana, entre outros.

RJ
O lançamento do livro “El Caudillo Leonel Brizola, um perfil biográfico”, do jornalista FC Leite Filho, na quinta-feira (7/8) no Rio de Janeiro, foi um acontecimento autenticamente brizolista com cerca de 300 pessoas presentes à noite de autógrafos realizada no andar térreo do Palácio do Catete, hoje Museu da República, lugar onde viveu e se matou – pelo Brasil – o presidente Getúlio Vargas.

Professores de CIEPs, integrantes de movimentos do PDT, estudantes, intelectuais, familiares do ex-presidente Vargas, de João Goulart e de Brizola, além do atual candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT, deputado Paulo Ramos; e mais candidatos a prefeito e vereador de outros municípios fluminenses – aproveitaram a ocasião para, em congraçamento, homenagear a memória de Brizola e suas grandes obras, especialmente as escolas de horário integral.

Estiveram na Livraria Quartet, anexa ao Museu da República, o ex-governador Nilo Batista e a antropóloga Vera Malaguti, grandes protagonistas da política de direitos humanos das duas administrações brizolistas no Rio de Janeiro; Denize e João Vicente Goulart, filhos do ex-presidente João Goulart; os constituintes Vivaldo Barbosa, José Maurício Linhares Barreto e Carlos Alberto de Oliveira, o Caó, autor da lei de proteção aos negros que leva o seu nome, a Lei Caó; o ex-deputado federal Clemir Ramos; a esposa do economista Cibillis da Rocha Viana, Leda Viana; os jornalistas José Augusto Ribeiro, autor da “Era Vargas” e Osvaldo Maneschy, autor do livro “Com a Palavra Leonel Brizola”; o engenheiro e economista Arnaldo Mourthé, autor de várias publicações, e a médica e Secretária Nacional do Movimento Negro do PDT, Edialeda Salgado do Nascimento, João Leonel, Marília Pinheiro, entre outros.

Também foram ao lançamento o sindicalista Fernando Bandeira, Secretário Nacional do Movimento Sindical; a advogada Mara Hofans, Consultora Jurídica do PDT, Ana Maria Rebes Guimarães, principal auxiliar de Carmen Cenyra na secretaria geral do partido; Maria José Latgé, presidente do Mapi ; e importantes lideranças do partido como Maria Helena Oliveira, do Movimento Sindical; Olga Telles, secretária do Diretório Municipal do Rio de Janeiro; Manoel Valim, da executiva estadual RJ, Eduardo Costa, ex-Secretário de Saúde de Brizola, Maria Amélia Reis, do Programa Especial de Educação e José do Vale, um dos coordenadores da campanha de Paulo Ramos.

Os convidados foram chegando a partir das 18 horas e formando pequenas e animadas rodas de pedetistas não só na varanda, como também no pátio e parte dos jardins do Catete. Trajano Ribeiro, Clóvis Brigagão, Sérgio Caldieri, Eduardo Bastiani, Jesus Nascimento, Mário Grabois, Rosita e Amaral, Maurília, Cleo Rocha, e dezenas de outros prestigiaram o evento. Estiveram presentes diversos ex-colaboradores de Brizola nos dois governos fluminenses do líder trabalhista.

Paulo Ramos, em campanha para a prefeitura, antes de se dirigir ao Catete, panfletou e fez corpo a corpo com os eleitores no Largo do Machado, bem próximo ao Palácio do Catete, encerrando a sua caminhada, junto com a militância, na livraria. Paulo circulou entre os presentes, conversou com todos, e muitos se emocionaram com o momento – como o ex-governador Nilo Batista.

O autor teve o prazer de encontrar Jaime Rodrigues, do Movimento Negro do PDT de Jacarepagúa, que lhe levou para autografar o livro “Brizola Tinha Razão”, editado em 1987 por José Carlos Venâncio, então diretor da Global e da CELA (Centro Editorial Latino-Americano). Embora esgotado, o livro está sendo vendido pelo Mercado Livre, ao preço de R$12,00 ou 10 prestações de R$ 1,25.

Comentário de Sebastião Nery no jornal Tribuna da Imprensa, edição do dia 09/08/08

“El caudillo”
Ainda não vi nem li. Mas tem boa, ótima origem. Leite Filho é um veterano jornalista cearense, há décadas em Brasília. Sério, estudioso, competente, conhece muito bem a alma da República. E dos homens.

O título do livro que escreveu e o PDT do Rio lançou esta semana no Museu da República, onde foi o Palácio do Catete, diz tudo: “El caudillo”. Uma biografia de Leonel Brizola, “caudilho” como “caudilho” foram seus mestres, da mesma linhagem, todos filhos e netos de Julio de Castilhos.

De 45, ajudando a fundar o PTB na Ala Moça do partido, e 47, já eleito para a Constituinte gaúcha, depois deputado federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, comandante da Cadeia da Legalidade e da resistência à tentativa de golpe de 61, deputado pela Guanabara, até a pregação das reformas sociais em 63, exilado pelo golpe de 64, a volta para o Rio, a derrota para a presidência da República pelo sistemático isolamento político, é toda a história da vida pública de Brizola.

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Entrevista na Revista Carta Capital