Dilma: ‘O povo está apoiando a minha volta à presidência’

OM - Ascom PDT / Midia

 A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (7/6)  que o povo brasileiro está cada vez mais apoiando sua volta à Presidência. Em ato no Alvorada com cerca de 50 historiadores contra o “golpe”, Dilma também afirmou que a principal briga para voltar ao Planalto não será no Senado, que deve definir seu impeachment em agosto, mas em “corações e mentes”.

— Eu queria dizer que, numa situação muito adversa que é essa do impeachment, uma coisa enche, eu acho, de alegria todos os nossos corações. A imensa solidariedade do povo brasileiro e a lucidez do povo brasileiro, que por sua conta está invertendo o jogo, por sua conta e risco. Ninguém foi lá dizer: “Muda o pensamento” — disse Dilma em sua residência oficial.

Dilma Rousseff, que afirmou que o povo brasileiro está ficando mais “consciente”, falou em derrotar visões em “corações e mentes”. Ela declarou que seria ingênuo acreditar que a principal batalha seja derrotar o impeachment no Senado.

Voltando a atacar a gestão de Michel Temer, Dilma disse que está sendo vítima em várias frentes: perdendo o direito a se defender, se locomover, e até citou a demissão do garçom que lhe atendia no Planalto, José Catalão. Na última sexta-feira, um parecer da Casa Civil limitou viagens e assessores de Dilma.

Associando o impeachment ao golpe militar, ela criticou a política externa “paleolítica” do governo interino, dizendo que o Brasil “fala grosso com Bolívia, mas fala fino com os Estados Unidos”, e que as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado demonstram que a razão de seu impeachment é frear investigações.

Em entrevista ao jornal americano “The New York Times”, Dilma classificou seus opositores como “parasitas”, afirmou ter esperança em sua volta ao comando do Brasil e disse que nunca imaginou que fosse ver um governo tão conservador como o de Michel Temer.

A presidente afastada, destaca a reportagem do “Times”, espera que os recentes episódios que marcaram o início do governo de Temer, incluindo a saída de dois ministros, possam fazer os senadores mudarem de ideia sobre o voto para afastá-la definitivamente.

Procurada, Dilma também deu importante entrevista para a TV Al Jazeera, de quase meia hora, com apresentação em inglês, onde falou – entre outras coisas – que as pesquisas de opinião pararam de ser divulgadas no Brasil porque, progressivamente, está aumentando o apoio da população a favor dela e contra o governo de Temer.

Veja a íntegra da entrevista: