Deputado se diz preocupado com “invasão estrangeira”

 

O deputado federal Barbosa Neto (PDT-PR) manifestou preocupação quanto ao que ocorre na Amazônia e em alguns estados brasileiros, onde “os estrangeiros estão comprando terras a torto e a direito, de forma velada inclusive, com desculpa de preservação e outras questões, como já vimos no projeto Jari, em passado não muito distante”. Ele citou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Roldão Arruda, a qual informa que o interesse de estrangeiros pelas terras brasileiras tem aumentado tão velozmente que o INCRA acendeu a luz amarela. “O instituto já admite que está em curso uma disputa pelo território brasileiro e adverte, enigmaticamente, que essa disputa só vai aumentar nos próximos anos”, adverte.

“Isso aqui parece os Estados Unidos de cem anos atrás”, declara um fazendeiro americano, instalado no Oeste da Bahia, uma das áreas mais visadas, junto com a floresta amazônica. “Esses projetos devem despertar na população brasileira mais atenta e crítica uma forte preocupação política. Eles são apresentados como projetos econômicos, como o Projeto Jari, embora desconfiássemos que fosse uma fachada para a internacionalização de nossas terras”, acrescentou Barbosa Neto, em discurso na Câmara dos Deputados.

O parlamentar apontou para os riscos de uma invasão desenfreada de estrangeiros como proprietários de terras nacionais: “Hoje, vendem-se as terras brasileiras aos estrangeiros associadas, segundo se diz, a projetos de biocombustível, que atraem fundos de investimentos multimilionários. Uma outra parte de compradores se diz preocupada com o aquecimento global e alega que compra terras para preservação. Um terceiro grupo de estrangeiros prospecta o Brasil para a produção agrícola, apostando em comoditties, como soja, algodão e celulose”.



“A proporção deste fenômeno, não há dúvida, pode oferecer riscos à soberania brasileira. Esta é a preocupação política. Onde isso nos levará? Considero que as mazelas do Brasil a corrupção, as tragédias, a crise política estas para as quais já deveríamos ter respostas políticas prontas e suficientes para debelá-las (pelo menos em seus aspectos mais danosos), não podem encobrir o debate sobre os problemas ligados a dominação econômica estrangeira”, finalizou Barbosa Neto.