Cristovam Buarque teme que indignação do povo “vire raiva”

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou em Plenário que o Brasil vive “vários apagões”, mas a classe dirigente só percebe o “apagão aéreo”. Para ele, existem “verdadeiros apagões” na segurança, na educação, na saúde, no emprego, nas Forças Armadas e na ciência e tecnologia.

– A população percebe todos esses ‘apagões’ que nós não estamos percebendo. Temo que a indignação do povo com esses ‘apagões’ acabe virando raiva, colocando sob risco nossa democracia – advertiu.

Cristovam opinou que tais “apagões” poderiam ser administrados sem maiores problemas, se o povo soubesse a quem recorrer.

– A quem recorrer hoje? Quais são os estadistas que poderiam, numa eleição, trazer uma nova esperança para o Brasil? – indagou.

O senador teme que, com a democracia desacreditada, seus instrumentos, como o Congresso, possam ser substituídos, de forma autoritária ou por novos mecanismos de manifestação popular.

– Sem um mínimo de credibilidade, o Congresso perde a importância como intermediário da população. Afinal, com tantos meios modernos de comunicação, como a internet e a telefonia, pode haver quem ache que a população possa fazer escolhas diretamente – manifestou o senador.

Enfraquecimento

O senador lembrou que a eleição das sete maravilhas do mundo moderno, via internet, não teve o aconselhamento ou a discussão com especialistas.

– Se a pessoa pode eleger as sete novas maravilhas do mundo, por que não pode escolher leis usando o computador ou o telefone? Por que ela não pode escolher o orçamento? O enfraquecimento do Congresso pode levar ao ‘apagão’ da democracia – afirmou Cristovam Buarque.

Em aparte, o senador Marco Maciel (DEM-PE) observou que o Brasil avançou em sua democracia, mas não foram feitas as reformas indispensáveis para melhorar a governabilidade do país.Cristovam teme que indignação do povo com apagões “vire raiva”
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou em Plenário que o Brasil vive “vários apagões”, mas a classe dirigente só percebe o “apagão aéreo”. Para ele, existem “verdadeiros apagões” na segurança, na educação, na saúde, no emprego, nas Forças Armadas e na ciência e tecnologia.

– A população percebe todos esses ‘apagões’ que nós não estamos percebendo. Temo que a indignação do povo com esses ‘apagões’ acabe virando raiva, colocando sob risco nossa democracia – advertiu.

Cristovam opinou que tais “apagões” poderiam ser administrados sem maiores problemas, se o povo soubesse a quem recorrer.

– A quem recorrer hoje? Quais são os estadistas que poderiam, numa eleição, trazer uma nova esperança para o Brasil? – indagou.

O senador teme que, com a democracia desacreditada, seus instrumentos, como o Congresso, possam ser substituídos, de forma autoritária ou por novos mecanismos de manifestação popular.

– Sem um mínimo de credibilidade, o Congresso perde a importância como intermediário da população. Afinal, com tantos meios modernos de comunicação, como a internet e a telefonia, pode haver quem ache que a população possa fazer escolhas diretamente – manifestou o senador.

Enfraquecimento

O senador lembrou que a eleição das sete maravilhas do mundo moderno, via internet, não teve o aconselhamento ou a discussão com especialistas.

– Se a pessoa pode eleger as sete novas maravilhas do mundo, por que não pode escolher leis usando o computador ou o telefone? Por que ela não pode escolher o orçamento? O enfraquecimento do Congresso pode levar ao ‘apagão’ da democracia – afirmou Cristovam Buarque.

Em aparte, o senador Marco Maciel (DEM-PE) observou que o Brasil avançou em sua democracia, mas não foram feitas as reformas indispensáveis para melhorar a governabilidade do país.

Agência Senado