Ciro na Rede TV: ‘Golpistas corruptos assumiram o Brasil’

OM - Ascom PDT / Programa Mariana Godoy

Em entrevista de quase 40 minutos no programa Mariana Godoy, da Rede TV, ontem (3/6) a noite, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à presidência da República, afirmou que “começou a cair a máscara do golpe’ contra a presidente Dilma Rousseff, a quem defendeu, com a divulgação, pelo governo provisório chefiado por Michel Temer, de seus planos imediatos como entregar o pré-sal, reformar a previdência pública, mudar as leis trabalhistas, liberar a compra de terras por estrangeiros e manter a política econômica que privilegia o pagamento de juros em detrimento da produção e do trabalho.

Ciro, já na abertura do programa, fez questão de dizer: “primeiramente, fora Temer”.  E partiu para cima do PMDB, partido de Temer e de seus principais ministros.

“O PMDB é um ajuntamento de grupos estaduais que caracterizou-se mais recentemente como uma quadrilha. Tem muita gente boa, gente séria, mas os que tomaram conta do PMDB são uma quadrilha”, definiu Ciro.

Ele não poupou o próprio presidente interino: “Temer é testa de ferro de Eduardo Cunha”.

Ciro afirmou que a aliança PT-PMDB resultou em “roubalheira” e pediu que as pessoas “façam uma pesquisa da quantidade de medidas provisórias que ele, Temer, entregou para Cunha relatar”, ao falar dos laços políticos profundos entre Eduardo Cunha e Michel Temer, desde a época que o segundo ocupava a presidência da Câmara e Cunha era designado por ele para a relatoria de todos os projetos importantes que envolviam valores.

Sobre a sua pré-candidatura, pelo PDT, à presidência, argumentou:

“Eu vou pensar mil vezes antes de ser candidato. Eu já fui candidato duas vezes e as coisas pioraram como tal que para um camarada como eu é praticamente inumana”, afirmou. Com relação às decisões polêmicas e aos escândalos envolvendo o governo Temer,  foi tachativo:

“Começou a cair a máscara do golpe”.

Ciro voltou a afirmar que há uma série de fatores que motivaram o processo de impeachment contra Dilma Rousseff que, apesar de estar fazendo “um péssimo governo” sob o ponto de vista dele, foi vítima de um golpe.  Ciro elencou uma série de fatores que, sob sua ótica, contribuíram para o afastamento da presidente.

Como motivação política, ele citou a paralisação da Lava Jato, cujos áudios que circularam nos meios de comunicação nos últimos dias poderiam comprovar. Citou, também, motivos estratégicos, que obedeceriam à hegemonia dos interesses financeiros e  interesses estrangeiros que teriam em José Serra “a competência a serviço do mal”.

Para Ciro Gomes, Temer descumprirá os “acordos” que fez em troca do impeachment, inclusive com o empresariado: “vem aí CPMF, aumento da CIDE, tudo pra passar no nariz do Paulo Skaf”.

O político criticou a política de José Serra, ministro das Relações Exteriores, com parceiros importantes do Brasil, como a Venezuela. Ele garantiu que não apóia o que ocorre no país, mas reforçou que não se pode desprezar os negócios bilionários que o Brasil tem com a Venezuela.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, repetiu que ela vinha fazendo um governo ruim, mas admitiu:  “Eu quero que ela volte por uma razão: ela foi eleita pelo povo brasileiro”.

E completou: “Eu não defendo nada fora da legalidade”.

Ciro garantiu que pedirá impeachment de Temer, pelos mesmos motivos do pedido feito contra Dilma, pois ao se referir às pedaladas foi enfático: “O Michel Temer fez todas iguais”.

Ao analisar os presidentes que completaram mandatos, Ciro afirmou:

“A regra no Brasil é o golpe”.

Ciro disse que não aceitou pensões pelos cargos ocupados e frisou:

 “A única ferramenta que eu tenho é a minha língua”.

Também citou conquistas importantes do país sob os governos do PT e opinou:

 “O governo Dilma foi um desastre também de comunicação”.

Em crítica ao PT,  afirmou:

“O grande problema do PT é imitar o PSDB”.

Ciro Gomes comentou a reforma da previdência e disse que, em breve, o assunto deverá ser discutido com a sociedade, mas reiterou que no momento é mentira que ela esteja deficitária. Ao finalizar Ciro Gomes explicou que “hoje o povo é quem manda menos” no Brasil e concluiu: “ainda tem coisa muito ruim pela frente”.

Veja a íntegra do vídeo: