Brizola para sempre

Leonel de Moura Brizola é um capítulo à parte na recente história brasileira. Falar de Brizola é contar o passado com os olhos no presente e futuro. Os ideais e o legado de um dos nossos maiores líderes políticos hoje estão enraizados no crescimento socioeconômico e nas perspectivas de desenvolvimento de nosso Brasil.

Herdeiro político do ex-presidente Getúlio Vargas, ao lado do cunhado e também ex-presidente João Goulart, Brizola tem hoje sua imagem ligada à educação e ao trabalhismo no Brasil. Não por acaso! Foram aproximadamente 50 anos de uma vida dedicada a assegurar direitos fundamentais ao brasileiro, como acesso e qualidade no ensino público e a garantia de direitos e conquistas ao trabalhador urbano ou rural. Hoje, quase oito anos após sua morte e neste dia 22 de janeiro, data em que nosso líder completaria 90 anos, o Brasil enxerga exatamente na educação e em sua mão de obra a melhor forma de crescer e promover justiça social em todo o país.

As bandeiras da educação e do trabalho hoje se confundem com a própria imagem e com a própria história de Leonel Brizola. Mas sua vida também conta belas páginas de luta por soberania, democracia e liberdade. Em terras brasileiras ou no exterior, na condição de exilado, Brizola foi um líder popular que misturava-se ao povo e com ele caminhava para importantes conquistas.

Gaúcho, filho de camponeses, oriundo de um vilarejo interiorano, Brizola exerceu importante papel nos dois períodos mais importantes do Brasil no século passado: antes e após o regime militar. Antes de os militarem tomarem o poder, em 1964, Brizola liderou a Campanha da Legalidade, de modo a garantir o respeito à Constituição e a vontade popular na forma da posse do vice-presidente João Goulart, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Brizola continuou na vida pública e, redemocratizado o Brasil, seguiu sua luta por justiça social até a morte, em junho de 2004.

Trinta anos atrás, à frente do Governo do Rio de Janeiro, Brizola implantou um modelo inovador e ousado de educação. Os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) apostavam em ensino público em tempo integral, instalados nas comunidades mais carentes do território fluminense. As unidades ofereciam educação regular em um turno e, no contraturno, os estudantes tinham acesso a educação, arte, ciência e literatura, além de cuidados médicos e alimentação. Era uma forma de garantir educação e cidadania.

A educação em tempo integral e a cidadania são hoje pontos principais apontados para assegurar às nossas crianças e aos nossos jovens melhores oportunidades. Não poderia ser diferente! A falta de justiça social começa a ser corrigida a partir da garantia de direitos fundamentais.

O Brasil hoje atinge níveis invejáveis de solidez e de crescimento econômico. Investir na educação de base é fundamental para proporcionar igualdade de oportunidades. É mais justiça e desenvolvimento social para nosso povo. Não se faz um “País do Futuro” de outra forma, senão com educação e trabalho, como bem lutou nosso velho companheiro. 

André Figueiredo – Deputado Federal e presidente do PDT no Ceará