Aposentados: base fecha acordo para reajuste de 7,71%

    
Em reunião conjunta na Liderança do PDT na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira(14), partidos da base aliada na Câmara , com apoio da base no Senado, fecharam acordo sobre o reajuste para os aposentados. Líderes do PDT, PR, PV, PSB e PSOL concordaram com o reajuste de 7,71% aos aposentados que recebem acima de um salário mínimo. O valor equivale à reposição da inflação mais 80% da variação do PIB.


Para o Líder do PDT, deputado Dagoberto Nogueira(MS), um reajuste menor que esse acordado entre os líderes ficará difícil de aprovar. “Essa decisão conjunta é um avanço. Senadores, deputados e todas as federações de aposentados decidiram juntos o percentual. Ou votamos 7,71% ou o parecer do relator corre o risco de ser derrubado pela base”, afirmou o pedetista.

Dagoberto disse, ainda, que apesar de haver os que defendem que a reposição da inflação deveria ser de 100%, o acordo para aprovar o mesmo percentual na Câmara e no Senado evita desgaste político de uma das Casas ficar com a imagem de “vilã” ou “boazinha” em ano eleitoral. Para o líder, um aumento maior, também, dificultaria ou mesmo inviabilizaria a votação da matéria ainda este ano.

O impasse em torno do índice do reajuste já dura quase um mês. A medida provisória (MP 475/09) enviada pelo Executivo concedeu o aumento de 6,14%, mas, pressionado por partidos aliados, o governo cedeu e aceitou mudar o índice para 7%, o que corresponde à inflação de 2009 mais dois terços da alta do PIB de 2008.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que vai recomendar a Lula o veto a qualquer reajuste maior que 6,14%. O ministro argumentou que o reajuste de 6,14% já garante o ganho real aos beneficiários da Previdência. “Vamos indicar ao presidente o veto, caso haja proposta com valor maior.” Alguns parlamentares consideraram que Mantega fez o jogo para pressionar um acordo no índice de 7%. 

O líder do governo na Câmara e relator da MP dos aposentados, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou no plenário que, em seu parecer, aumentará a correção de 6,14%, prevista no texto original, para 7%. 

Dagoberto acredita que até o dia 27 de abril, prazo estipulado pelos líderes da base para votar a MP, será possível “sensilibilizar” o relator e o governo para aprovar os 7,71%.