PDT e militantes da Causa Negra dão último adeus a Edialeda

O último adeus a Edialeda Salgado do Nascimento, secretária nacional do Movimento Negro do PDT, reuniu dezenas de amigos, parentes e militantes da causa dos afro-descendentes no cemitério Jardim da Saudade no bairro Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste domingo (31/1). Dirigentes do Movimento Negro do PDT deslocaram-se de vários estados brasileiros para estarem na cerimônia apesar do tempo exíguo entre o anúncio da morte após infarto fulminante, no sábado; e o sepultamento, na tarde de domingo.


Edialeda passou mal logo depois de acordar e sentindo a gravidade do problema, acionou imediatamente a família para que recebesse pronto socorro médico. Só que a 1ª. parada cardíaca sofreu ainda em casa. Levada às pressas ao hospital, não resistiu a outras paradas cardíacas apesar da rápida assistência médica.

O 1° vice-presidente do Movimento Negro do PDT, Ivaldo Paixão, do Ceará, não compareceu por falta de vaga nos vôos do Ceará para o Rio de Janeiro embora tenha se deslocado ao aeroporto, em Fortaleza, na esperança de conseguir uma desistência nos vôos que partiam lotados ao final da alta temporada das férias escolares. Muito emocionado, falou pelo telefone com vários companheiros, do Rio e de outros estados, presentes a cerimônia.

Outras ausências foram as dos presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, também Ministro do Trabalho e Emprego, e Vieira da Cunha, em exercício, presos no Rio Grande do Sul. O mesmo aconteceu com Manoel Dias, secretário nacional do partido, que também não compareceu. A direção nacional do partido foi representada pelo presidente em exercício do PDT-RJ, José Bonifácio, e pelo secretário-geral Carlos Correia, além do presidente da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini e a presidente do Movimento de Aposentados e Pensionistas (Mapi), Maria José Latgé.


Dezenas de companheiros estiveram no Jardim da Saudade para a última homenagem a Edialeda Salgado do Nascimento, entre eles militantes da causa negra do Rio de Janeiro e também alguns dirigentes da Secretaria do Movimento Negro do PDT, que conseguiram se deslocar para o Rio, entre eles Anderson Brito, de Minas Gerais; Antônio Brás da Silva, do Paraná; e Sandro Correia, da Bahia. Também compareceram amigas da vida inteira como Maria Alice Santos, Cristina e Creuzely Ferreira da Silva – também dirigentes do PDT.


Outras presenças foram a dos ex-deputados federais Carlos Alberto Oliveira (Caó) e Vivaldo Barbosa, que junto com Edialeda, integraram o Secretariado de Leonel Brizola em 1982.


A ex-governadora Benedita da Silva, e seu marido Pitanga, enviaram uma coroa de flores, como também, Carlos Lupi e a direção nacional do PDT, além da Executiva do PDT-RJ, do Deputado Paulo Ramos, de Ivaldo Paixão, pessoalmente e em nome do PDT do Ceará, e o PDT de Nova Iguaçu, entre outras.


André, filho de Edialeda, e vários parentes, compareceram a cerimônia. André pediu aos companheiros de Edialeda que continuassem sua luta em defesa dos afro-descendentes como forma de homenageá-la permanentemente; José Bonifácio, em nome do PDT, lembrou que ela se juntou a Leonel Brizola e a tantos outros grandes defensores das bandeiras históricas do PDT para continuar sua luta; e Pedro Paulo, do Sepir, traçou a trajetória de Edialeda.


Ao final, os presentes entoaram o estribilho do Hino da Independência, sempre cantado por Edialeda ao encerrar reuniões: “Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”. (Osvaldo Maneschy) 

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