 Veja como seu voto pode ser fraudado
Por Sergio Vieira
O senador
Roberto Requião e o ex-governador Leonel Brizola apresentaram hoje à imprensa o protótipo de uma urna eletrônica contendo mecanismo de impressão dos
votos. Depois da entrevista com Requião,
Brizola foi ao encontro com o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, a quem apresentou suas preocupações
sobre a urna eletrônica. Ele aproveitou a oportunidade para também levar ao ministro o
protótipo, segundo o projeto do senador paranaense.
A falta de comprovante de votação tem levantado suspeitas
quanto à lisura da totalização dos votos, sobretudo depois da violação do painel
eletônico do Senado, que culminou com a renúncia forçada dos senadores Antônio Carlos
Magalhães e José Roberto Arruda, implicados no escândalo.
Como funciona o protótipo da
urna com impressão
O protótipo da urna eletrônica com impressão foi baseado
no projeto de lei de Roberto Requião, que prevê o acoplamento de uma impressora de
tecnologia térmica à urna eletrônica já existente. Segundo o projeto de Requião a
urna deverá funcionar assim: o eleitor vota no seu candidato e verifica no visor de
cristal líquido e no visor da impressora se seu voto está de acordo com seu pensamento;
se estiver de acordo, o eleitor digita "confirma", caso contrário digita
"não confirma", e repete o processo. Caso continue ocorrendo o problema, o
eleitor comunica à Mesa, que deverá trocar a urna e encaminhá-la para auditoria. A
impressora possui visor de vidro ou acrílico que permite ao eleitor verificar a
correção do voto, mas não permite a manipulação da cédula impressa. A urna de
Roberto Requião permite que o eleitor fiscalize seu próprio voto e, principalmente,
possibilita a auditagem do processo eleitoral, o que dificulta possíveis fraudes. Abaixo
algumas características da impressora que deverá ser acoplada à urna já existente:
- Impressora Lacrada;
- Acesso visual ao voto;
- Após a confirmação, o voto cai dentro do balote;
- Caso haja engano, o eleitor cancela o voto e refaz a votação;
- Impressora de tecnologia térmica;
- Extremamente leve, cerca de 500g/700g;
- Rápida, 60mm por segundo;
- Janela para Visualização em acrílico, não é possível por a mão na cédula
impressa;
- Gaveta lacrável para colocação do balote para os votos;
- Estrutura em Aço ou Plástico ABS de Alta Resistência;
- Baixo consumo de Energia;
- Custo extra frente ao modelo anterior, U$25 aproximadamente;
- Urnas atuais aproveitáveis, sem perda de investimento;
- Produto de domínio público (não há patente).
1) Texto do Projeto
de Lei do Senado nº 194, de 1999:
2) Tramitação
do PLS 194, de 1999 |